Morreu David Levine. Em cima uma das suas várias caricaturas (neste caso de Paul Auster) para a The New York Review of Books. Mais informações aqui.
O escritor norte-americano Paul Auster afirmou nesta segunda-feira, na cidade de León, em Espanha, onde recebeu o Prémio Leteo 2009, que já tem pronto o seu novo romance, Sunset Park, que será publicado simultaneamente nos Estados Unidos e em Portugal (pela ASA) em Novembro de 2010.
Trata-se de uma obra cuja acção se desenrola de Novembro de
Como boa parte da sua produção literária, Sunset Park decorre
Auster referiu-se também a assuntos como a pirataria e advertiu para o perigo que envolve desrespeitar os direitos do autor para a “criação” em geral, não apenas para a música, mas também para literatura, através dos livros electrónicos.
“Os jovens pensam que podem conseguir tudo de graça” pela Internet e o que deveriam fazer é tentar entender “que essas coisas são criadas por indivíduos, que é difícil fazê-las e que têm de ser recompensados pelo seu trabalho”, já que, de contrário, a “máquina poderia parar”.
A ampla produção de Auster abarca praticamente todos os géneros literários, desde o relato e o romance ao ensaio e a poesia, embora tenha dito que não escreve poemas “há quase 30 anos”, salvo raras excepções em reuniões familiares ou para fazer outros rir.
Podem conferir a cobertura dos principais órgãos de comunicação social da entrega do Prémio Leteo a Paul Auster, ontem, na cidade de León, em Espanha, em baixo:
El Mundo (entrevista)
El Periódico (entrevista)
O diário La Razón, de Espanha, consultou críticos e especialistas para eleger as obras que mais influenciaram a vida literária da primeira década do século XXI. Confira a lista em baixo:
1. A Trilogia Millennium, de Stieg Larsson
2. O Código da Vinci, de Dan Brown
3. Desgraça, de J. M. Coetzee
4. 2666, de Roberto Bolaño
5. A saga Harry Potter, de J. K. Rowling
6. Plataforma, de Michel Houellebecq
7. A Estrada, de Cormac McCarthy
8. A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
9 . O Livro das Ilusões, de Paul Auster
10. Soldados de Salamina, Javier Cercas
Paul Auster recebe hoje , pelas 20h15 (19h15 em Portugal), no Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leão (Musac), em León, Espanha, o Prémio Leteo 2009.
A seguir, o escritor norte-americano participará numa mesa redonda moderada por Agustín Pérez Rubio, director do Musac, e que contará também com a participação de Siri Hustvedt, mulher do escritor, e de Rafael Saravia, representante do Club Cultural Leteo.
Amanhã, às 11h30, Paul Auster inaugurará na Câmara de Léon uma sessão contínua de cinema em que serão exibidos diversas obras cinematográficas em que colaborou como argumentista ou realizador.
O galardão literário é concedido anualmente pelos membros do Club Leteo para distinguir os autores que contribuem de maneira mais decisiva para a renovação literária.
Entre os méritos que o Club Leteo reconhece ao galardoado conta-se a sua "extraordinária capacidade" para descrever e aprofundar a angústia e a indefinição do ser humano numa época marcada pela ausência de valores estáveis e por uma voragem de referências efémeras e insatisfatórias.
Os anteriores galardoados com o Prémio Leteo são Adonis (2008), Martin Amis (2007), Amélie Nothomb (2006), Michel Houellebecq (2005), Fernando Arrabal (2004), Gonzalo Rojas (2003), Belén Gopegui (2002) e Antonio Gamoneda (2001).
Nunca sabemos ao certo onde Paul Auster nos vai levar, e é essa a emoção e o prazer de ler Invisível, o relato de um jovem nos anos 60 que se envolve numa relação com um estranho mas estimulante casal que conhece numa festa e que vai mudar o curso da sua vida. Uma história surpreendente e por vezes perturbadora que atravessa quatro décadas e três continentes.
Podem consultar a lista completa dos melhores do ano aqui e recordar a crítica do The Seattle Times a Invisível, de Paul Auster, aqui.
Quem estamos a ouvir? Quem está a contar a história?
Tal como em grande parte das obras anteriores do autor, Invisível não nos fornece nenhuma resposta clara. Isto vai sem dúvida enervar os críticos de Auster. Mas os seus admiradores vão ficar encantados.
Pode ler a crítica do The Toronto Star, publicada no dia 20 de Dezembro, a Invisível, de Paul Auster, aqui.


Como será Nova Iorque daqui a 10, 25 ou até mesmo 50 anos? Pode saber o que um grupo de especialistas, incluindo Paul Auster, respondeu à Big Think para a sua série The Future of New York City aqui.
Joaquín Armada, no blogue El hipopótamo funambulista, compilou uma banda sonora para a obra de Paul Auster.
Para ler e ouvir aqui.
Paul Auster explora a sombria, perigosa e enlouquecedora terra do nunca entre o que sabemos sobre nós próprios e os outros e o que ansiamos por saber, que é invisível para nós. Na ausência de tal conhecimento, contamos histórias que podem ou não ser verdade mas que afectam as nossas vidas de qualquer das formas.
Pode ler a crítica do The Boston Globe, publicada no dia 12 de Dezembro, a Invisível, de Paul Auster, aqui.
É admirável o jogo que Paul Auster é capaz de sacar de um universo bastante reduzido como o seu, para o qual conta com o recurso da sua formação literária, as suas manhas metanarrativas e o magistério de Dom Quixote.
Pode ler a crítica do El Cultural, publicada no dia 4 de Dezembro, a Invisível, de Paul Auster, aqui.
A estrela da literatura norte-americana actual tem um novo romance, o décimo quinto da sua colheita. E tem o carimbo de fábrica: escritores, encontros casuais e sondagens sobre a identidade.
Pode ler a entrevista de Paul Auster ao Crítica de la Argentina sobre Invisível aqui.
Não li a crítica [de James Wood a Invisível na The New Yorker]. Não leio nenhuma desde há quatro ou cinco anos, apesar de saber do que se trata. Sei que me ataca. Não tenho nada de pessoal contra ele, mas é sempre assim. Muitos amigos perguntam-me qual é o problema. É um reaccionário. Não quero preocupar-me com isso. Siri, a minha mulher, chamou-me para me contar isso. Disse que que era como se fosses na rua e um desconhecido te desse um murro na cara.
Pode ler a entrevista de Paul Auster ao Informador sobre Invisível aqui.
Gosto de escrever sobre coisas que conheço e que andam a rondar a minha cabeça durante anos. Tentas contar a verdade sobre a tua personagem e o mundo tal como o conheces, mas, no final, a arte é um jogo, e, por isso, é divertido, mas temos de a encarar muito a sério.
Pode ler a entrevista de Paul Auster ao El País sobre Invisível aqui.
O norte-americano constrói labirintos com uma pena fluida e enigmática. Neste, há também densidade e rumorejar trágico que transportam o leitor para um outro patamar – de que emergem esmagados. A narrativa estende-se por 40 anos, espelhados nas quatro estações: a vida de um adulto,
Crítica de Sílvia Souto Cunha a Invisível, de Paul Auster, publicada no especial livros de Natal, na quinta-feira, na Visão.
A crítica não se cansa de elogiá-lo. Passado o hype Paul Auster, o escritor nova-iorquino parece ter agora outra disponibilidade para a escrita propriamente dita – e os romances que desta fase vão saindo trazem a lume um romancista sólido e maduro, determinado a pisar caminhos que enunciou nos primeiros romances, mas ao mesmo tempo mais sábio e mais ponderado na sopesagem dos recursos pop e da sua medida certa. “Sinuosamente construído em quatro partes entrecruzadas, o décimo quinto romance de Paul Auster começa
Crítica de Joel Neto a Invisível, de Paul Auster, publicada no dia 6 de Dezembro no jornal O Jogo.
Portugal:
Entrevistas:
Granta (video)
Big Think (vídeo)
New Hampshire Public Radio (audio)
Paul Auster põe de novo em marcha as suas complexas estruturas novelísticas e a sua prosa límpida numa obra que aparentemente tem uma menor carga de metaficção que anteriores. E no coração da intriga está a ideia da dissolução, da invisibilidade a que aspira todo o criador e a escrita como tábua de salvação. Um Auster estupendo e, aqui é que está a notícia, nada repetitivo…
Pode ler a crítica do El Periódico de Aragón, publicada hoje, a Invisível, de Paul Auster, aqui.
