Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

NO PAÍS DAS ÚLTIMAS COISAS

 

É assim que as coisas funcionam na cidade. Sempre que julgamos conhecer a resposta a uma pergunta, descobrimos que a pergunta não faz sentido. 

 

Esta é a história de Anna Blume e da sua jornada em busca do irmão desaparecido numa cidade sem nome. Mas tal como a cidade, a sua tarefa está condenada.

A cidade transformou-se num campo de batalha onde imperam a miséria, violência e a selvajaria. Todos procuram algo ou alguém que desapareceu. Todos lutam para suprir a fome: no sentido literal, uma vez que os alimentos são escassos; e fome também no sentido abstracto, pois os últimos resquícios de humanidade impelem os cidadãos a procurar o amor e a partilha de linguagem e significado.

Através da solidão de Anna, Paul Auster conduz-nos a um mundo indeterminado e devastado no qual o eu desaparece entre os horrores a que o lento apagar da moral humana conduz. Não se trata apenas de um mundo imaginário e futurista – mas de um mundo que reflecte o nosso e, ao fazê-lo, lida com algumas das nossas mais sombrias heranças. Nesta visão apocalíptica de uma cidade despojada da sua humanidade, pulsa um inesquecível romance sobre a condição humana.


publicado por Miguel Seara às 15:38
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6 comentários:
De Nádia a 13 de Abril de 2010 às 22:42
Comeceu hoje a ler este livro. Estou a gostar É o segundo contacto que tenho com o autor. :)
É sobre bom existir um bogue sobre livros.*


De Miguel Seara a 14 de Abril de 2010 às 12:30
Obrigado e volte sempre :)
Boa leitura,
Miguel


De Anónimo a 3 de Maio de 2010 às 20:51
É como se estivéssemos a entrar no estranho mundo de paul auster, em mais um livro E vemos como gostamos de estar nele, porque é sempre poderoso e fantástico. Dá-nos a liberdade que nos falta.


De David Pereira a 26 de Maio de 2010 às 23:55
Pual auster ja li o homem na escuridao para apresentar á turma na escola e a gora li no pais das ultimas coisas, que é a sua ultima ediçao. gostei muito parabens...


De Tiago a 17 de Dezembro de 2010 às 02:41
Terminei agora mesmo o livro.. Este foi o primeiro livro que li de Auster . Gostei bastante, este tipo de linguagem críptica que convida o leitor a entrar num estranho mundo, porém paralelo a algumas mensagens subliminares do quotidiano, fascina-me.


De Miguel Seara a 23 de Dezembro de 2010 às 21:51
Bem-vindo ao maravilhoso e enigmático mundo de Paul Auster. Este vai ser, com certeza, o primeiro de muitos...
Aproveito também para lhe desejar Feliz Natal e bom Ano Novo


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