Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

PAUL AUSTER E SIRI HUSTVEDT FALAM A VERDADE


Paul Auster e Siri Hustvedt, dois dos maiores escritores da atualidade, falam dos seus métodos de trabalho e das relações complexas entre a ficção e a verdade.

Para ver aqui.


publicado por Miguel Seara às 12:01
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

PAUL AUSTER LÊ DIÁRIO DE INVERNO NO BROOKLYN BOOK FESTIVAL


publicado por Miguel Seara às 10:48
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012

DIÁRIO DE INVERNO, DE PAUL AUSTER, É O LIVRO DA SEMANA DA BBC RADIO 4


Pode ouvir os cinco episódios dedicados a Diário de Inverno, de Paul Auster, pela BBC Radio 4 aqui.


publicado por Miguel Seara às 10:18
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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

PAUL AUSTER LÊ DIÁRIO DE INVERNO


publicado por Miguel Seara às 10:20
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

PRIMEIRO CAPÍTULO DE DIÁRIO DE INVERNO, DE PAUL AUSTER, DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD GRATUITO



Podem ler o primeiro capítulo de Diário de Inverno, de Paul Auster, aqui.


publicado por Miguel Seara às 09:33
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

PODCAST DA SESSÃO DE LEITURAS COM PAUL AUSTER E DON DELILLO

The Granta Podcast Episode 28 by Ted Hodgkinson Granta


publicado por Miguel Seara às 14:05
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

SESSÃO DE LEITURAS COM PAUL AUSTER E SIRI HUSTVEDT NO MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA


publicado por Miguel Seara às 10:50
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011

E SIRI HUSTVEDT LÊ... PAUL AUSTER

Siri HustvedtSunset Park, de Paul Auster, no Kulturværftet, na Dinamarca.


publicado por Miguel Seara às 15:22
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PAUL AUSTER LÊ... SIRI HUSTVEDT

Paul AusterThe Summer Without Men, de Siri Hustvedt, no Kulturværftet, na Dinamarca.


publicado por Miguel Seara às 15:17
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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

PRÉ-PUBLICAÇÃO DE SUNSET PARK – O NOVO ROMANCE DE PAUL AUSTER

 

Há cerca de um ano que ele fotografa coisas abandonadas. Há pelo menos dois trabalhos todos os dias, por vezes até seis ou sete, e, sempre que entram numa nova casa, ele e os seus colegas vêem-se confrontados com as coisas, as inúmeras coisas rejeitadas, tudo aquilo que as famílias deixaram. As pessoas ausentes, todas elas, fugiram precipitadamente, humilhadas, confusas, e é certo e seguro que, onde quer que vivam agora (se é que encontraram um sítio para viver e não estão acampadas nas ruas), os seus novos alojamentos são mais pequenos do que as casas que perderam. Cada casa é uma história de fracasso – de bancarrota e falta de pagamento, de dívidas e execução de hipotecas – e ele tomou a seu cargo a tarefa de documentar os derradeiros resquícios dessas vidas dispersas, a fim de provar que as famílias desaparecidas estiveram em tempos ali, que os fantasmas das pessoas que ele nunca verá e nunca conhecerá ainda estão presentes nas coisas rejeitadas que ele e os seus colegas encontram espalhadas por todo o lado nas casas vazias.


Continue a ler o primeiro capítulo de Sunset Park, o novo romance de Paul Auster, aqui.

Pode também assistir ao autor a ler Sunset Park aqui.


publicado por Miguel Seara às 11:03
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

PAUL AUSTER LÊ SUNSET PARK – O SEU NOVO ROMANCE


publicado por Miguel Seara às 11:02
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

PRIMEIRAS PÁGINAS DE NO PAÍS DAS ÚLTIMAS COISAS

 

Estas são as últimas coisas, escreveu ela. Uma após outra, desaparecem para nunca mais voltarem. Posso falar-te daquelas que vi, daquelas que já não existem, mas duvido que haja tempo para isso. Tudo se passa demasiado depressa agora, e eu já não consigo acompanhar o curso dos acontecimentos.

 

Não estou à espera de que compreendas. Tu não viste nada disto, e, mesmo que tentasses, não serias capaz de o imaginar. Estas são as últimas coisas. Uma casa está aqui um dia, e, no dia seguinte, desapareceu. Uma rua por onde caminhámos ontem já não existe hoje. Mesmo o tempo varia constantemente. A um dia de sol segue-se um dia de chuva, a uma dia de neve segue-se um dia de nevoeiro, um suave calor dá lugar ao fresco, o vento a um ar parado, a um período de um frio cortante sucede, no meio do Inverno, uma tarde como a de hoje, uma tarde de uma luz fragrante, tão cálida que não precisamos de vestir mais do que uma simples camisola. Quando vivemos na cidade, aprendemos a não contar com coisa nenhuma. Fechamos os olhos por um momento, viramo-nos para olhar para outra coisa qualquer, e, de súbito, aquilo que tínhamos à nossa frente desapareceu. Nada dura, compreendes, nada, nem mesmo os pensamentos dentro da nossa cabeça. E não vale a pena perdermos o nosso tempo à procura seja do que for. Quando uma coisa desaparece, é o seu fim.

 

É assim que eu vivo, dizia ainda a carta dela. Não como grande coisa. Apenas o bastante para me permitir avançar, para dar um passo e outro, não mais do que isso. Por vezes, a minha fraqueza é tão grande que sinto que nunca conseguirei dar o passo seguinte. Mas lá acabo por dar. Apesar dos fracassos, continuo a avançar. Gostava que visses como me tenho desenvencilhado bem.

 

As ruas da cidade estão por todo o lado, e não há duas ruas iguais. Ponho um pé à frente do outro, e depois o outro pé à frente do primeiro, e, depois, espero poder fazê-lo de novo. Nada mais do que isso. Tens de compreender como é que as coisas se passam comigo agora. Eu movo-me. Respiro o ar que me é dado, seja ele qual for. Como tão pouco quanto possível. Digam o que disserem, a única coisa que conta é uma pessoa manter-se de pé.

 

Lembras-te do que me disseste antes de eu partir. William desapareceu, disseste, e, por muito que o procure, nunca o encontrarei. Estas foram as tuas palavras. E eu respondi-te que tanto me fazia o que tu achavas ou deixavas de achar, que eu ia encontrar o meu irmão. E, depois, embarquei naquele barco horrível e deixei-te. Há quanto tempo foi isso? Já não consigo lembrar-me. Anos e anos, creio. Mas isto é apenas uma suposição. Sejamos francos. Eu perdi a noção do tempo e nunca haverá nada que me permita recuperá-la.

 

Há pelo menos uma certeza. Sem a fome que sinto, não poderia continuar. Temos de nos habituar a sobreviver com tão pouco quanto possível. Querendo menos, contentamo-nos com menos, e, quanto mais escassas forem as nossas necessidades, melhor nós vivemos. Eis o que a cidade nos faz. Vira-nos os pensamentos do avesso. Faz-nos querer viver, e, ao mesmo tempo, tenta tirar-nos a vida. Não há maneira de fugir a isto. Ou conseguimos ou não conseguimos. E, se conseguimos, não podemos ter a certeza de que, da próxima vez, conseguiremos. E, se não conseguirmos, não haverá próxima vez.

 

Não sei porque é que te estou a escrever agora. Para ser franca, mal pensei em ti desde que aqui cheguei. Mas, de súbito, ao fim de todo este tempo, sinto que há qualquer coisa a dizer, e que, se não a escrever rapidamente, a minha cabeça rebenta. Se tu o vais ler ou não, não importa. Nem sequer importa que eu o envie ou não – partindo do princípio de que seja possível enviá-lo. Talvez tudo se resuma a isto. Eu estou a escrever-te porque tu não sabes nada. Porque estás longe de mim e não sabes nada.

 

Continue a ler No País das Últimas Coisas, de Paul Auster, aqui.


publicado por Miguel Seara às 10:10
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

PAUL AUSTER LÊ INVISÍVEL


publicado por Miguel Seara às 14:58
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

PRIMEIRAS PÁGINAS DE INVISÍVEL

 

 

Apertei-lhe a mão pela primeira vez na Primavera de 1967. Por essa altura, estava no segundo ano do meu curso na Columbia University e não passava de um rapaz ignorante que, para além de ter um apetite por livros, acreditava ou alimentava a ilusão de que, um dia, os seus escritos possuiriam qualidade suficiente para que pudesse intitular-se poeta, e, como lia poesia, tivera já oportunidade de conhecer o homónimo do indivíduo a quem acabava de apertar a mão, um homem que se arrastava ao longo dos últimos versos do vigésimo oitavo canto do Inferno. Bertran de Born, o poeta provençal do século XII, que leva numa mão a sua cabeça decepada, pegando nela pelos cabelos, e a faz balouçar como se fora uma lanterna – seguramente uma das imagens mais grotescas nesse catálogo de alucinações e tormentos em forma de livro. Dante era um acérrimo defensor da obra de Bertran de Born, mas condenou-o à danação eterna porque ele tinha aconselhado o príncipe Henrique a revoltar-se contra o seu pai, o rei Henrique II, e como de Born fomentou a separação entre pai e filho e os converteu em inimigos, o engenhoso castigo de Dante consistiu em separar o poeta de si mesmo. Daí o corpo decapitado que chora a sua sorte enquanto caminha pelas regiões infernais e que pergunta ao viajante florentino se haverá algum sofrimento mais terrível do que o seu.

 

Quando ele se apresentou como Rudolf Born, é óbvio que pensei imediatamente no poeta. Alguma relação com Bertran?, perguntei.

Ah, retorquiu ele, essa infeliz criatura decapitada. Talvez, mas não me parece provável. Falta-me o de. É preciso ser-se nobre para se ter o de, e a triste verdade é que eu serei tudo menos nobre.

 

Não me lembro minimamente das razões que me terão levado àquele local. Imagino que algum amigo me terá pedido que o acompanhasse, mas não faço a menor ideia de quem poderá ter sido: há muito que tal pormenor se evaporou da minha mente. Nem sequer consigo lembrar-me do sítio onde decorria a festa – no centro ou numa zona residencial, mais para norte ou mais para sul, num apartamento ou num loft. Aliás, para começar, nem sequer faço ideia das razões que me terão levado a aceitar tal convite, tanto mais que, na altura, tinha tendência a evitar todo o tipo de reuniões mais concorridas: o alarido palrador das multidões não me atraía rigorosamente nada, e a timidez que me assaltava na presença de pessoas desconhecidas deixava-me constrangido. Porém, naquela noite, inexplicavelmente, respondi que sim, de modo que lá fui eu com o meu amigo esquecido para o sítio, fosse ele qual fosse, para onde me quis levar.

 

Podem ler as primeiras páginas de Invisível, de Paul Auster, no Diário Digital, aqui.

 


publicado por Miguel Seara às 11:28
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

INVISÍVEL

 

Ao escrever sobre mim na primeira pessoa, sufocara-me e tornara-me invisível, o que me impedia de encontrar aquilo que procurava.


(Invisível, página 68)


publicado por Miguel Seara às 14:37
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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

INVISÍVEL

 

 

Há no mundo muito mais poesia do que justiça.


(Invisível, página 68)


publicado por Miguel Seara às 16:11
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

INVISÍVEL

 

 

As probabilidades não contam quando se trata de acontecimentos reais, e só porque é improvável que determinada coisa aconteça, não podemos concluir que não acontecerá.

 

(Invisível, página 15)


publicado por Miguel Seara às 14:30
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

INVISÍVEL

 

A verdade é que eu nunca me tinha cruzado com pessoas assim e como Born e Margot eram para mim como que criaturas vindas de outro planeta (e tão singulares na expressão do afecto que os unia), quanto mais falava com eles, mais irreais eles me pareciam — como se fossem personagens imaginárias de uma história que se desenrolava na minha cabeça.

 

(Invisível, página 13)


publicado por Miguel Seara às 15:23
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

INVISÍVEL


A guerra é a mais pura, a mais vívida expressão da alma humana.

 

(Invisível, página 10)

 


publicado por Miguel Seara às 16:43
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

INVISÍVEL – A PRIMEIRA FRASE

 

 

 

Apertei-lhe a mão pela primeira vez na Primavera de 1967.


publicado por Miguel Seara às 09:57
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