A família é onde nos tornamos nós próprios – essas relações iniciais são fundamentais para a pessoa em que nos vamos tornar – para o bem e para o mal. Sou americana mas enquanto crescia sentia que era diferente. Comecei a falar norueguês antes de falar inglês. A minha mãe era norueguesa. Eu era e ainda sou muito ligada à minha mãe, que tem já quase noventa anos; ela tem sido uma figura muito querida para mim na minha vida. Ela aconselhou-me: "Não faças nada que não queiras." É uma mensagem de resistência, não ser coagida contra o nosso próprio discernimento por alguém que está a tentar exercer poder sobre nós. O meus pais encorajavam bastante a minha creatividade. Eu sabia que queria escrever desde os treze anos.
Leia o resto dos valores de família de Siri Hustvedt, incluindo a sua relação com Paul Auster, num artigo publicado pelo The Guardian, aqui.