Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

"A GUERRA DESPEDAÇOU-NOS EM MIL PEDAÇOS" – ENTREVISTA DE PAUL AUSTER AO CRÍTICA DE LA ARGENTINA

 

 

A estrela da literatura norte-americana actual tem um novo romance, o décimo quinto da sua colheita. E tem o carimbo de fábrica: escritores, encontros casuais e sondagens sobre a identidade.

 

 

Pode ler a entrevista de Paul Auster ao Crítica de la Argentina sobre Invisível aqui.


publicado por Miguel Seara às 17:07
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LITERATURA AO MAIS PURO ESTILO DE AUSTER – ENTREVISTA AO INFORMADOR

 

 

Não li a crítica [de James Wood a Invisível na The New Yorker]. Não leio nenhuma desde há quatro ou cinco anos, apesar de saber do que se trata. Sei que me ataca. Não tenho nada de pessoal contra ele, mas é sempre assim. Muitos amigos perguntam-me qual é o problema. É um reaccionário. Não quero preocupar-me com isso. Siri, a minha mulher, chamou-me para me contar isso. Disse que que era como se fosses na rua e um desconhecido te desse um murro na cara.

 

Pode ler a entrevista de Paul Auster ao Informador sobre Invisível aqui.


publicado por Miguel Seara às 16:52
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"A ARTE É UM JOGO QUE TEMOS DE ENCARAR A SÉRIO" – ENTREVISTA DE PAUL AUSTER AO EL PAÍS

 

 

Gosto de escrever sobre coisas que conheço e que andam a rondar a minha cabeça durante anos. Tentas contar a verdade sobre a tua personagem e o mundo tal como o conheces, mas, no final, a arte é um jogo, e, por isso, é divertido, mas temos de a encarar muito a sério.

 

Pode ler a entrevista de Paul Auster ao El País sobre Invisível aqui.


publicado por Miguel Seara às 16:41
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

"SABEMOS O QUE VAI LER ESTE NATAL" – A CRÍTICA DA VISÃO A INVISÍVEL

 

 

O norte-americano constrói labirintos com uma pena fluida e enigmática. Neste, há também densidade e rumorejar trágico que transportam o leitor para um outro patamar – de que emergem esmagados. A narrativa estende-se por 40 anos, espelhados nas quatro estações: a vida de um adulto, em suma. No início, um moribundo recorda um momento funesto: um jovem poeta, principiante em tudo, participa num triângulo amoroso com um casal sofisticado. Um crime e o seu castigo marca-lhes o destino, aqui contado a três vozes. A culpa, a paixão, a morte: todo um caderno de encargos literário que Auster cumpre como um mago – hipnotizando. E deixando ecoar o versículo do Eclesiastes, lembrado por um personagem: “E eu dei o meu coração para conhecer a sabedoria, e para conhecer a loucura e os desvarios…”

 

Crítica de Sílvia Souto Cunha a Invisível, de Paul Auster, publicada no especial livros de Natal, na quinta-feira, na Visão.


publicado por Miguel Seara às 15:48
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"COM PESO E MEDIDA" – A CRÍTICA DE JOEL NETO A INVISÍVEL EM O JOGO

 

 

A crítica não se cansa de elogiá-lo. Passado o hype Paul Auster, o escritor nova-iorquino parece ter agora outra disponibilidade para a escrita propriamente dita – e os romances que desta fase vão saindo trazem a lume um romancista sólido e maduro, determinado a pisar caminhos que enunciou nos primeiros romances, mas ao mesmo tempo mais sábio e mais ponderado na sopesagem dos recursos pop e da sua medida certa. “Sinuosamente construído em quatro partes entrecruzadas, o décimo quinto romance de Paul Auster começa em Nova Iorque, na Primavera de 1967, quando o jovem aspirante a poeta Adam Walker conhece Rudolf e Margot, um enigmático casal francês. O perverso triângulo amoroso que rapidamente se forma conduz a um chocante e inesperado acto de violência, cujas consequências serão irreversíveis. Três narradores contam uma história, que se desloca no tempo (de 1967 a 2007) e no espaço (à medida que viaja entre Nova Iorque, Paris e uma ilha remota nas Caraíbas). Invisível está imbuído de fúria, de sexualidade desenfreada e de uma busca implacável por justiça.” O resto são as frases habituais nestes momentos: “É uma viagem através das fronteiras sombrias entre verdade e memória, criação e identidade. Uma obra inesquecível pela mão de um dos nomes cimeiros da literatura dos nossos dias.” Mas eu, indo ainda no início, já tendo a concordar com encómios. E se julgasse você por si também?

 

Crítica de Joel Neto a Invisível, de Paul Auster, publicada no dia 6 de Dezembro no jornal O Jogo.


publicado por Miguel Seara às 15:28
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

GUIA DE CRÍTICAS A INVISÍVEL – ACTUALIZADO

 

The New York Times

The Washington Post

San Francisco Chronicle

The Guardian

The Observer

The Daily Telegraph

The Sunday Telegraph

The Sunday Times

The Times Literary Supplement

The Independent on Sunday

New Statesman

Daily Mail

Entertainment Weekly

Financial Times

The Miami Herald

Time Out New York

Kirkus Reviews

Publishers Weekly

The Herald

National Public Radio

The New Yorker

Los Angeles Times

Chicago Tribune

The San Diego Union-Tribune

The Seattle Times

El Períodico de Aragón

El Cultural

The Boston Globe

 

Portugal:

Expresso

i

Ler

Jornal de Notícias

Focus

Notícias Sábado

Jornal de Negócios

Time Out Lisboa

Weekend Económico

Notícias Magazine

Os Meus Livros

Visão

O Jogo

 

Entrevistas:

Granta (video)

Big Think (vídeo)

New Hampshire Public Radio (audio)

The Independent

The Times

The Herald

The Sunday Business Post

The Australian

The Huffington Post e True/Slant

The Rumpus

New York Magazine

La Vanguardia

El País

Informador

Crítica de la Argentina


publicado por Miguel Seara às 16:34
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

"UM AUSTER ESTUPENDO" – A CRÍTICA DO EL PERIÓDICO DE ARAGÓN A INVISÍVEL

 

Paul Auster põe de novo em marcha as suas complexas estruturas novelísticas e a sua prosa límpida numa obra que aparentemente tem uma menor carga de metaficção que anteriores. E no coração da intriga está a ideia da dissolução, da invisibilidade a que aspira todo o criador e a escrita como tábua de salvação. Um Auster estupendo e, aqui é que está a notícia, nada repetitivo…

 

 

Pode ler a crítica do El Periódico de Aragón, publicada hoje, a Invisível, de Paul Auster, aqui.

 


publicado por Miguel Seara às 10:37
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

"LABIRINTO" – A CRÍTICA DA OS MEUS LIVROS A INVISÍVEL

 

 

 

Quando um escritor tem milhares de fiéis seguidores é normal que estes vão esperando mais e mais de cada novo livro – mesmo que inconscientemente – e o comparem com os anteriores. E quando se trata de um décimo quinto romance (fora as outras “escritas” de Paul Auster), a fasquia está alta, talvez demasiado alta para se conseguir ser objectivo.

 

Embora Invisível esteja construído de forma inteligente, parece ficar aquém de títulos como A Música do Acaso, O País das Últimas Coisas, Inventar a Solidão ou Mr. Vertigo, mais imaginativos, porém mais sólidos. Mas passemos à história, uma espécie de thriller austeriano… O protagonista, Adam Walker, envolve-se com um casal pouco convencional que acaba de conhecer e repentinamente vê-se como testemunha de um acontecimento que o iria marcar até ao fim dos seus dias. Isto porque, embora a acção comece em 1967, três narradores cujos relatos se entrecruzam conduzem-nos, através de vários pontos do globo, até 2007, mostrando-nos uma realidade violenta, tabu, sexualmente provocatória, compartimentada e… irreal? Como podemos perceber o que realmente aconteceu ou o que é ficção dentro da ficção de Auster? Será que o próprio escritor quer que saibamos?

 

Crítica de Teresa d’Ornellas a Invisível, de Paul Auster, publicada na edição de Dezembro da revista Os Meus Livros.

 


publicado por Miguel Seara às 14:06
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

INVISÍVEL – A CRÍTICA DO EXPRESSO

 

 

Nos romances de Paul Auster, as histórias são como caixas chinesas ou matrioscas russas que não apenas se encaixam sucessivamente como nascem umas das outras, multiplicando-se. Elas são mistérios, enigmas, desafios sempre inquietos, à procura de alguma solução em aberto. Diz quem o conhece que Auster frui e percepciona a vida com deleite e com uma pitada de distanciamento nas narinas, sempre a farejar o (im)previsível movimento das pessoas e das coisas. E que depois escreve. Os seus livros, artigos, críticas e até argumentos para o cinema são de uma (quase) absoluta precisão: cirúrgicos, inteligentes, pertinentes, quase oculares. As suas ficções constituem um misto de realismo e fantasia, teia de coincidências, ordem secreta do acaso e evocação biográfica respigada de memória (ingredientes para uma boa história), com fugidio aroma a Cortázar e a Beckett. Obra de referência da literatura pós-moderna, a sua Trilogia de Nova Iorque é, nesta medida, exemplar. Também este seu 15.º romance, um dos seus melhores, não escapa a este jogo de espelhos, ao caleidoscópio existencial e sensorial de Auster, em que o destino é uma espécie de partitura que cada um vai escrevendo e interpretando. Trata-se, pois, de uma narrativa de percurso intencionalmente serpenteante, com quatro partes entrecruzadas, que tem como ponto de partida Nova Iorque, na Primavera de 1967 – ano de crescente oposição à guerra do Vietname, de rescaldo do assassínio de Kennedy e do melhor rock psicadélico. Durante uma festa, Adam Walker, de 20 anos, um tímido aspirante a poeta, conhece o professor Rudolf Born, charmoso, manipulador, temível, e a sua enigmática e sedutora companheira, Margot, um casal francês pouco convencional. Deste encontro emerge um triângulo amoroso que viajará pelas fronteiras circulares, e quantas vezes crepusculares, do tempo, do sexo, da verdade e da identidade. E , claro, do sofrimento e da morte. Uma never ending story ao melhor estilo de Paul Auster, em que cada história tem sempre uma porta que se abre para outra história.

 

Crítica de Vítor Quelhas a Invisível, de Paul Auster, publicada no sábado, no suplemento Actual, do Expresso.


publicado por Miguel Seara às 12:44
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INVISÍVEL CONSIDERADO UM DOS MELHORES LIVROS DO ANO PELO THE NEW YORK TIMES

 

 

Invisível, de Paul Auster, foi considerado pelo The New York Times como um dos 100 melhores livros de 2009. Pode consultar a lista completa aqui e recordar a crítica do NYT, em que considera Invisível como o "melhor romance jamais escrito por Paul Auster", aqui.

 


publicado por Miguel Seara às 12:30
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