O escritor norte-americano Paul Auster afirmou nesta segunda-feira, na cidade de León, em Espanha, onde recebeu o Prémio Leteo 2009, que já tem pronto o seu novo romance, Sunset Park, que será publicado simultaneamente nos Estados Unidos e em Portugal (pela ASA) em Novembro de 2010.
Trata-se de uma obra cuja acção se desenrola de Novembro de
Como boa parte da sua produção literária, Sunset Park decorre
Auster referiu-se também a assuntos como a pirataria e advertiu para o perigo que envolve desrespeitar os direitos do autor para a “criação” em geral, não apenas para a música, mas também para literatura, através dos livros electrónicos.
“Os jovens pensam que podem conseguir tudo de graça” pela Internet e o que deveriam fazer é tentar entender “que essas coisas são criadas por indivíduos, que é difícil fazê-las e que têm de ser recompensados pelo seu trabalho”, já que, de contrário, a “máquina poderia parar”.
A ampla produção de Auster abarca praticamente todos os géneros literários, desde o relato e o romance ao ensaio e a poesia, embora tenha dito que não escreve poemas “há quase 30 anos”, salvo raras excepções em reuniões familiares ou para fazer outros rir.
Podem conferir a cobertura dos principais órgãos de comunicação social da entrega do Prémio Leteo a Paul Auster, ontem, na cidade de León, em Espanha, em baixo:
El Mundo (entrevista)
El Periódico (entrevista)
Paul Auster recebe hoje , pelas 20h15 (19h15 em Portugal), no Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leão (Musac), em León, Espanha, o Prémio Leteo 2009.
A seguir, o escritor norte-americano participará numa mesa redonda moderada por Agustín Pérez Rubio, director do Musac, e que contará também com a participação de Siri Hustvedt, mulher do escritor, e de Rafael Saravia, representante do Club Cultural Leteo.
Amanhã, às 11h30, Paul Auster inaugurará na Câmara de Léon uma sessão contínua de cinema em que serão exibidos diversas obras cinematográficas em que colaborou como argumentista ou realizador.
O galardão literário é concedido anualmente pelos membros do Club Leteo para distinguir os autores que contribuem de maneira mais decisiva para a renovação literária.
Entre os méritos que o Club Leteo reconhece ao galardoado conta-se a sua "extraordinária capacidade" para descrever e aprofundar a angústia e a indefinição do ser humano numa época marcada pela ausência de valores estáveis e por uma voragem de referências efémeras e insatisfatórias.
Os anteriores galardoados com o Prémio Leteo são Adonis (2008), Martin Amis (2007), Amélie Nothomb (2006), Michel Houellebecq (2005), Fernando Arrabal (2004), Gonzalo Rojas (2003), Belén Gopegui (2002) e Antonio Gamoneda (2001).
Pela primeira vez desde a sua criação em 1996, um casal de escritores – Siri Hustvedt, com Elegia para um Americano, e Paul Auster, com Homem na Escuridão – foi nomeado para o International IMPAC Dublin Literary Award, anunciou hoje fonte do galardão.
Na lista, composta por 156 títulos, figuram também nomes como Chris Cleave (com The Other Hand, a editar pela ASA em 2010) e Hannah Tinti (com The Good Thief, que será publicado pela ASA em 2010), os portugueses José Saramago (com As Intermitências da Morte) e José Rodrigues dos Santos (com O Codex 632), e o angolano José Eduardo Agualusa (com As Mulheres do Meu Pai).
Este prémio nasceu de uma iniciativa entre a Câmara Municipal de Dublin e a empresa IMPAC para a criação de um concurso anual de âmbito internacional com o objectivo de promover a literatura de qualidade e de fomentar a tradução de livros, elegendo anualmente um trabalho de reconhecido mérito literário, com a colaboração de bibliotecas de todo o mundo.
O prémio tem um valor de 100 mil euros e os dez finalistas serão anunciados em Abril de 2010.
Entre os seus vencedores contam-se nomes como Hertha Müller, Michel Houellebecq, Orhan Pamuk, Colm Tóibín e Michael Thomas, em 2009.
Mais informações sobre o galardão em www.impacdublinaward.ie.
Não, não se trata do enredo de A Música do Acaso... A casa de apostas Ladbrokes paga 100 euros por cada euro apostado caso Paul Auster ganhe o Prémio Nobel de Literatura deste ano.
O favorito é o escritor israelita Amos Oz (4/1), seguido do argelino Assia Djebar (5/1), do espanhol Luis Goytisolo (6/1) e dos norte-americanos Joyce Carol Oates e Philip Roth (ambos 7/1).
O Prémio Nobel de Literatura vai ser anunciado pela Academia Sueca em Outubro, numa data ainda a definir.
Homem na Escuridão, de Paul Auster, é um dos dez finalistas do Prémio Cunhambebe de Literatura Estrangeira, que pretende distinguir uma obra de ficção estrangeira contemporânea publicada no Brasil em 2008.
Segundo a organização do galardão, "Até a criação deste projeto, não havia no Brasil nenhum prêmio que contemplasse os melhores livros estrangeiros. Eis um grande paradoxo no país da literatura 'antropofágica'. Com efeito, da mesma forma que os índios canibais consideravam que devorar alguém – de preferência de outra tribo – lhes permitia incorporar suas qualidades, a cultura brasileira, na definição de Oswald de Andrade, se nutre das influências externas, apropriando-se de seus elementos essenciais. Por esse motivo, resolve-se homenagear Cunhambebe, o poderoso chefe tupinambá, considerado o maior canibal de que se tem notícia no Brasil. Contemporâneo do início da colonização européia, ele deve ter vislumbrado na chegada desses estrangeiros não uma ameaça mas sim uma oportunidade inesperada de experimentar novos 'sabores'. Sendo assim, de acordo com a 'filosofia' antropofágica, procurou aproveitar o melhor do outro!"
O vencedor será anunciado durante o mês de Outubro. A obra As Benevolentes, de Jonathan Littell, venceu a edição anterior deste prémio.
Mais informações sobre o Prémio Cunhambebe de Literatura Estrangeira aqui.
O escritor norte-americano Paul Auster é o vencedor da edição de 2009 do Prémio Leteo, que distingue anualmente em Espanha uma importante figura literária internacional.
“Paul Auster é um representante da literatura alternativa norte-americana”, afirmou Rafael Saravia, poeta e fundador do Clube Leteo. “Nunca se submeteu aos gostos do mercado, e a sua fidelidade a uma linguagem pessoal fez com que o público norte-americano lhe voltasse as costas durante anos”, acrescentou.
O Prémio Leteo pretende também destacar a qualidade e o valor da obra poética do escritor norte-americano, vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura 2006, seguidora do simbolismo, e que se inspirou em Celan, Jabès e na poesia francesa do século XX.
Paul Austerestará na presente na cidade espanhola de Leon para receber este galardão no final de Dezembro, onde será o protagonista das jornadas culturais do Club Leteo, que incluem uma exposição e um ciclo de cinema.
O autor norte-americano vai também aproveitar esta oportunidade para lançar em Espanha, Invisível, o seu mais recente romance, que será publicado pela ASA em Outubro, em simultâneo com a edição original.
O Prémio Leteo não tem qualquer dotação monetária e entre os seus distinguidos encontram-se personalidades como Martin Amis, Michel Houellebecq e Adonis.
Homem na Escuridão, o último recente romance de Paul Auster, foi nomeado para o Arthur C Clarke Award, o mais importante galardão britânico de ficção científica.
Os finalistas do prémio serão anunciados em Março e o vencedor será revelado no dia 11 de Abril durante o Eastercon, a Convenção Britânica de Ficção Científica.
Escritor, argumentista, tradutor, ensaísta, realizador, marinheiro, inventor de um curioso jogo de cartas e muito mais, Paul Auster é considerado um nome cimeiro da literatura dos nossos dias. Nascido em 1947 em Newark, frequentou a Universidade de Columbia e residiu durante quatro anos em França, antes de se radicar em Nova Iorque, onde vive com a mulher, Siri Hustvedt. Distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura 2006, Paul Auster foi nomeado Comendador da Ordem das Artes e das Letras de França em 2007. Em 1993 a sua obra Leviathan recebeu o Prémio Médicis para o melhor romance estrangeiro. As Loucuras de Brooklyn recebeu em 2006 o Prémio Qué Leer dos Leitores para o melhor romance estrangeiro, distinção também dada a A Noite do Oráculo em 2004. Palácio da Lua foi eleito o melhor livro da década de 1990 pela Lire. Em 2009 recebeu o Prémio Leteo em Espanha. Em 2012, foi distinguido com o NYC Literary Honor na categoria Ficção. A sua obra encontra-se traduzida em quarenta e uma línguas.