Pela primeira vez desde a sua criação em 1996, um casal de escritores – Siri Hustvedt, com Elegia para um Americano, e Paul Auster, com Homem na Escuridão – foi nomeado para o International IMPAC Dublin Literary Award, anunciou hoje fonte do galardão.
Na lista, composta por 156 títulos, figuram também nomes como Chris Cleave (com The Other Hand, a editar pela ASA em 2010) e Hannah Tinti (com The Good Thief, que será publicado pela ASA em 2010), os portugueses José Saramago (com As Intermitências da Morte) e José Rodrigues dos Santos (com O Codex 632), e o angolano José Eduardo Agualusa (com As Mulheres do Meu Pai).
Este prémio nasceu de uma iniciativa entre a Câmara Municipal de Dublin e a empresa IMPAC para a criação de um concurso anual de âmbito internacional com o objectivo de promover a literatura de qualidade e de fomentar a tradução de livros, elegendo anualmente um trabalho de reconhecido mérito literário, com a colaboração de bibliotecas de todo o mundo.
O prémio tem um valor de 100 mil euros e os dez finalistas serão anunciados em Abril de 2010.
Entre os seus vencedores contam-se nomes como Hertha Müller, Michel Houellebecq, Orhan Pamuk, Colm Tóibín e Michael Thomas, em 2009.
Mais informações sobre o galardão em www.impacdublinaward.ie.
Nick Obourn fala com Paul Auster sobre Invisível, a forma como aborda a escrita, os terrores da guerra, a juventude, Siri Hustvedt e as mudanças na escrita de Auster ao longo dos tempos.
Leia a entrevista, publicada na True/Slant e no The Huffington Post, aqui e aqui.
Paul Auster fala sobre Invisível, a sua carreira e a sua família ao The Sunday Business Post, da Irlanda, numa entrevista publicada no domingo.
Para ler aqui.
Paul Auster fala de Invisível, das influências na sua obra, sobre a forma como os livros são escritos, da sua juventude e de Sunset Park, o romance que entregou esta semana ao seu editor americano, numa entrevista publicada hoje pelo The Independent.
Para ler aqui.
A Austerlândia é um local de estranhas e ricas coincidências, onde os objectos assumem uma importância talismânica.
Podem ler a entrevista de Paul Auster ao The Times sobre Invisível, publicada no sábado, aqui.
Paul Auster, Siri Hustvedt e 220 outros autores vão estar presentes no Festival Literário de Brooklyn, que decorre no domingo, dia 13 de Setembro.
"Brooklyn é agora Booklyn", afirmou Marty Markowitz, o presidente do borough de Brooklyn, que entregará o BoBi Award à escritora Edwidge Danticat.
Para o programa completo dos eventos consulte o site www.brooklynbookfestival.org
Pode afixar panfletos por Park Slope com a seguinte inscrição: "Mr. Auster. Estou há alguns dias a percorrer o bairro à espera de me cruzar consigo. Trouxe-lhe um maço de cigarros turcos de presente, mas este método não está a funcionar. Assim que leia isto, por favor, entre em contacto comigo através deste e-mail."
Se isto não funcionar, pode simplesmente ler e guardar este artigo imperdível sobre Paul Auster e Brooklyn da autoria de Aitor Alonso, do blogue ¡Esto es Brooklyn! e publicada no El Correo de Espanha.
Uma casa num monte isolado, um hotel desconhecido, um país distante, a própria casa. Cada escritor guarda o seu refúgio para escrever e procurar inspiração. Ao sabor da literatura, a evasão e a escrita associam-se. E as férias? Essas nunca têm data marcada.
(...) Com o tempo (e os computadores, a Internet) desapareceu um certo ideal romântico do autor isolado. Ainda assim, alguns continuam a reservar um espaço só para escrever. É o caso de Paul Auster (n. 1947). O escritor norte-americano comprou um escritório em Brooklyn para trabalhar nos seus livros, deixando a casa de família vaga para a mulher, a também escritora Siri Hustvedt.
Escrever sobre Nova Iorque (A Trilogia de Nova Iorque, As Loucuras de Brooklyn; ASA) apreciando a cidade do outro lado da janela foi a fórmula encontrada pelo mediático escritor. Numa entrevista ao Público, em 2005, o autor de A História da Minha Máquina de Escrever dizia que ainda fazia os seus textos à mão, em cadernos, para a seguir dactilografá-los na sua velha Olympia.
Para ler na íntegra o artigo de Filipa Queiroz, publicado na revista Os Meus Livros de Agosto, aqui.
Em resposta a um repto lançado há algum tempo no Twitter, o blogue Bichocarpinteiro, mantido por Austeriana, tem analisado a vida e obra de Siri Hustvedt e, em particular, Elegia para um Americano.
Quais são as influências de Paul Auster na obra de Siri Hustvedt? Quais são os pontos em comum? O que os distingue e separa profundamente?
Saiba as repostas a estas perguntas e mais aqui, aqui e aqui.
Com quatro romances e três ensaios publicados, Siri Hustvedt faz, de alguma forma, agora uma fusão entre os dois géneros. Pelos agradecimentos finais, o leitor fica a saber que a autora cita as memórias do pai, Lloyd Hustvedt, usando trechos de escritos seus como se fossem os do falecido Lars Davidsen, imigrante norueguês radicado no Minnesota e pai do casal que protagoniza esta Elegia… – uma alusão real à história de Siri.
Erik é psiquiatra e Inga uma intelectual formada em filosofia, viúva recente do famoso escritor e cineasta Max Blaustein. O passado dos mortos inquieta os vivos enlutados e espoleta neles a vontade de desvendar segredos e preencher omissões numa investigação que atravessa a rotina pessoal e profissional das personagens. Curiosamente, importa mais à narrativa o caminho que os irmãos percorrem para encontrar respostas para as suas interrogações do que as revelações propriamente ditas que o passado encerra. Não espere, por isso, encontrar surpresas que o deixem boquiaberto. Espere, isso sim, uma escrita ponderada, emoções contidas, reflexões interessantes, personagens cativantes e uma vertente de ensaio, sobretudo nas passagens
Crítica a Elegia para um Americano, de Siri Hustvedt, da autoria de Ana Morgado, publicada na revista Os Meus Livros de Julho.