Nunca sabemos ao certo onde Paul Auster nos vai levar, e é essa a emoção e o prazer de ler Invisível, o relato de um jovem nos anos 60 que se envolve numa relação com um estranho mas estimulante casal que conhece numa festa e que vai mudar o curso da sua vida. Uma história surpreendente e por vezes perturbadora que atravessa quatro décadas e três continentes.
Podem consultar a lista completa dos melhores do ano aqui e recordar a crítica do The Seattle Times a Invisível, de Paul Auster, aqui.
Um livro de Paul Auster é como um livro de leitura compulsiva à moda antiga que levamos para todo o lado para o podermos ler a toda a hora. Mas, apesar de nos podermos perder no mundo de Auster, a experiência também consegue ser perturbante. E isso faz parte do seu enorme apelo como escritor e constitui a base do seu estatuto único na ficção americana.
Auster nunca esteve tão bem, exercendo um controlo fascinante sobre a sua escrita. Em Invisível, tal como em outros dos seus romances, Auster desafia a própria natureza da ficção, apresentando mundos imaginários alternativos, qualquer um deles podendo ser considerado "real". Isto é uma espécie diferente de omnisciência; as suas personagens e as suas histórias são inteiramente plausíveis apesar do leitor ser mantido muitas vezes na ignorância, cedendo a claridade por uma verdade mais profunda: Nós nunca sabemos realmente o que vai na mente das outras pessoas.
Pode ler a crítica do The Seattle Times, publicada no domingo, a Invisível, de Paul Auster, aqui.